Campeão do Mundo de Supersport, com título garantido na penúltima jornada da época, no Estoril, Stefano Manzi vai competir no Mundial de Superbike em 2026, onde reencontrará Miguel Oliveira na grelha de partida. Ao concretizar um sonho, o italiano de Rimini abriu as portas para a subida de escalão rumo a… mais um sonho.
- Por: Paulo Ribeiro
- Imagens: FIM
- Montagem e realização: Alberto Pires
Garantindo o pódio em 20 das 24 corridas da temporada, Stefano Manzi conquistou o cetro graças a uma notável consistência, num ano em que teve como piores resultados um 6.º e um 7.º lugares. Isto para lá dos abandonos em Most (Chéquia) e Misano (Itália), que considerou como os momentos mais marcantes da temporada. Não só pelos pontos perdidos mas, sobretudo, pelo despertar para a dura realidade de um piloto que buscava o título depois de dois anos como vice-campeão. Afinal, recorda o italiano de Rimini, “ninguém é imbatível e todos estão sujeitos a erros que é necessário evitar, mantendo sempre a concentração máxima e foco absoluto”.

O triunfo na segunda corrida no Autódromo do Estoril, a 12 de outubro, garantiu a coroa com a R9 da equipa Pata Yamaha Tem Kate Racing antes da subida às Superbike, com a formação oficial GYRT GRT Yamaha, categoria em que vai encontrar Miguel Oliveira aos comandos da BMW M1000RR. Um reencontro depois de as suas carreiras se terem cruzado brevemente na Mahindra, em Moto3, numa altura em que Stefano Manzi reconhece que estava a anos-luz do português, tal era a diferença de andamento.
Stefano Manzi começou a sua carreira no Campeonato Italiano de Velocidade (CIV) continuando na Red Bull Rookies Cup, entre 2012 e 2014, antes de subir a Moto3, em 2015, marcando um total de 10 pontos. E assim foi 27.º no final de um campeonato em que teve como melhor resultado o 12.º posto em Aragão, num ano em que Oliveira foi vice-campeão mundial, com 6 pontos de diferença para o britânico Danny Kent.

Em 2016, fez apenas 4 corridas como ‘wild-card’ e obteve um excelente 4.º posto com a Mahindra, em Silverstone, pista britânica de boa memória para Stefano Manzi que, em 2017, já em Moto2, assistiu ao seu melhor resultado, o 7.º lugar com a moto da equipa de Valentino Rossi, exatamente à frente da KTM de Miguel Oliveira que aqui registou um dos piores resultados da época
Os sonhos de Stefano Manzi
Pilotos que se vão voltar a cruzar em pista ao longo de 2026, numa categoria que ambos desconhecem mas à qual mostraram uma boa capacidade de adaptação, com performances bastante positivas no primeiro teste da época, na pista andaluza de Jerez de La Frontera.
A viver um autêntico sonho de que não quer acordar, o italiano acredita numa temporada difícil mas positiva, reconhecendo que o lote de adversários é de qualidade extremamente elevada. De Nicolò Bulega, a quem todos atribuem a maior dose de favoritismo em 2026, a Miguel Oliveira e Danilo Petrucci, nas BMW oficiais, passando por Iker Lecuona, Alvaro Bautista ou Andrea Iannone (todos em Ducati Panigale V4R), além dos gémeos Alex e Sam Lowes e mesmo o seu companheiro de equipa na Yamaha, o australiano Remy Gardner.
No entanto, e com muitos destes pilotos em merecido período de férias, aproveitamos a viagem até à Suíça e a presença na cerimónia dos FIM Awards para falar com outros pilotos, todos campeões do Mundo, como Toprak Razgatlioglu, Stefano Manzi, Maria Herrera, Jose Manuel Rueda ou Josep Garcia. Além de ajudarmos a desvendar o futuro de Jorge Viegas à frente dos destinos da Federação Internacional de Motociclismo e assistir à inauguração (e visitar…) o espetacular Racing Motorcycle Museum. Que acolhe as motos de todos os campeões do Mundo em 2025 e onde todos estes quererão ver as suas máquinas no final de 2026.

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