Numa das mais esperadas provas do ano, a estreia de Josep Garcia no Super Enduro está rodeada de inúmeros motivos de interesse. Desde logo pela confronto com outros dois campeões do Mundo: Billy Bolt, a defender o título de Super Enduro, e Mani Lettenbichler, detentor do ceptro de Hard Enduro. Na maior lista de inscritos de sempre da modalidade, destaca-se ainda o campeão AMA de EnduroCross, Jonny Walker, e o português Diogo Vieira. Conversamos com o campeão do Mundo de Enduro em Lausanne, na Gala FIM Awards, a poucos dias da ronda inaugural da época indoor, em Gliwice, Polónia.
- Por: Paulo Ribeiro
- Imagens: FIM e KTM
- Montagem e realização: Alberto Pires
Com uma lista de inscritos que quase atinge a centena de pilotos, distribuídos pelas categorias Prestige, Junior, Youth e FIM Europe, é a estreia de Josep Garcia no Super Enduro que concita maiores atenções na prova de abertura do campeonato, a 13 de dezembro. Não só pelo facto de o endurista da KTM Factory Racing ser o atual detentor dos títulos absoluto (Enduro GP) e de E1, as mais recentes das sete coroas mundiais, mas também pela conhecida apetências e bons resultados conseguidos nas Super Test das etapas do Mundial de Enduro. Algo para confirmar na primeira prova de Josep Garcia no Super Enduro…

Naquela que se antecipa como uma das mais competitivas e espetaculares provas de Super Enduro, o espanhol encontrará ainda Diogo Vieira que, em 2024, foi 11.º na prova polaca. Um início de época promissor do endurista português, posteriormente confirmado com a presença no top-10 em 4 das 7 provas e com a promessa de tentar repetir o pódio conquistado em Budapeste, no Mundial de 2024.
Será a única prova de Josep Garcia no Super Enduro?
Ora aqui está uma questão complicada. Apesar do interesse assumido de Josep Garcia no Super Enduro, a verdade é que a formação oficial da KTM não parece muito interessada em ver a estrela espanhola desgastar-se antes do arranque da temporada nos trilhos e muito menos correr riscos de uma lesão que ponha em causa o investimento. Ainda assim, e como explica o espanhol, nada está decidido quando a futuras presenças naquela que promete ser a mais competitiva temporada do enduro indoor
Estreia de Josep Garcia no Super Enduro numa pista bastante técnica, construída com mais de 1.000 toneladas de terra, 60 toneladas de rochas, troncos de madeira e pneus grandes, para criar um dos mais exigentes desafios indoor do motociclismo, mas também dos mais expetaculares, acompanhado por uma sofisticada produção de luzes, lasers, pirotecnia e música. Prova disputada na cidade de Gliwice, no sul da Polónia, a pouco mais de 3 horas de Varsóvia e muito perto das fronteiras com a Chéquia e Eslováquia. As entradas para a PreZero Arena custam 138 zlótis, o equivalente a cerca de 33 euros, mas a transmissão em direto de todas as corridas através da FIM-Moto.TV fica mais em conta.
A presença de Josep Garcia no Super Enduro marca o ponto final de uma temporada (ou será o início da nova época?…) onde esteve a um nível supremo. Na categoria E1 ganhou 13 das 14 jornadas pontuáveis, falhando apenas o triunfo no segundo dia em Itália, devido às lesões sofridas numa enorme queda na última especial de enduro da véspera.




“Apesar de 11 pontos e uma grande inflamação no cotovelo e muitas dores no pulso e na perna, o dia nem estava a correr mal, até sofrer um queda que agravou as dores no lado direito. Não só fisicamente como mentalmente foi o dia mais difícil de toda a carreira”. E foi também o único dia da época 2025 em que não terminou no pódio de Enduro GP, depois de 8 vitórias, 4 segundos lugares e 1 terceiro.

Uma temporada bem doce que o terá deixado mais à-vontade para brilhar com os ensinamentos do mestre ‘chocolatier’ Jorge Cardoso, português de gema e que também tem títulos de campeão do Mundo, depois de assegurar o triunfo na Culinary World Cup em 2018 et 2022, no Luxemburgo. Isto num fim de semana onde se congratulou com o anúncio da intenção de Jorge Viegas (outro português…) em recandidatar-se à presidência da FIM.
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