Jose Antonio Rueda. Do sonho ao pesadelo em segundos

Autor:  Paulo Ribeiro

Dezembro 15, 2025

Graças à grande rapidez e uma enorme consistência, Jose Antonio Rueda protagonizou uma época de elevado nível, dominando em Moto3 rumo ao título mundial que assegurou a quatro corridas do final do campeonato. Temporada de sonho que quase se transformava num gigantesco pesadelo com o grave acidente ocorrido ainda durante a volta de formação para o Grande Prémio da Malásia, e cujas marcas poderão afetar a estreia em Moto2.

  • Por: Paulo Ribeiro
  • Imagens: FIM
  • Montagem e realização: Alberto Pires

Nove triunfos em 13 subidas ao pódio nas primeiras 18 corridas de Moto3 permitiram a Jose Antonio Rueda validar antecipadamente o título mundial com um espetacular triunfo na Indonésia, numa corrida caótica e interrompida com bandeira vermelha. Uma temporada perto da perfeição, onde há a registar apenas o abandono, por problemas técnicos, muito perto do final da corrida no Qatar e tendo como pior resultado o 8.º posto em Aragão.

Jose Antonio Rueda
Jose Antonio Rueda. Do sonho ao pesadelo em segundos 23

Com quatro provas por disputar, Jose Antonio Rueda queria terminar em beleza um ano que considerou “muito especial e bastante divertido”. Ainda venceu na Austrália e talvez pensasse em repetir a dose na Malásia. Mas uma distração, na volta de reconhecimento, levou-o a chocar violentamente com a traseira da KTM de Noah Dettwiller, sofrendo mesmo uma paragem cardíaca. Reanimado em plena pista e transportado de imediato para um hospital em Kuala Lumpur, Jose Antonio Rueda seria transferido para Barcelona onde foi operado às múltiplas fraturas na mão direita, incluindo uma grave fratura exposta no polegar, bem como fraturas no terceiro e quarto metacarpos e danos na base do rádio.

Jose Antonio Rueda

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Com placas de estabilização para ajudar no processo de recuperação e uma pequena fratura na omoplata que, felizmente, dispensou nova intervenção cirúrgica, Jose Antonio Rueda começou de imediato a reabilitação para estar na melhor forma possível no arranque do Mundial de 2026, na Tailândia, no primeiro domingo de março. Na Suíça, durante o fim de semana do FIM Awards, apresentava ainda a mão direita bastante inflamada, acusando algumas dores e um desconforto constante que, no entanto, não lhe roubaram um sorriso permanente.

Um final de temporada extremamente penoso para Jose Antonio Rueda que agora só pensa na recuperação e em descobrir as sensações de pilotar uma Moto2, “uma categoria nova em que há muitos pilotos com muita experiência e com andamentos muito rápidos e equilibrados”. Uma aprendizagem que espera bastante complicada e durante a qual poderá beneficiar da experiência do colega de equipa na Red Bull KTM Ajo, o neerlandês Colin Veijer que conquistou um pódio no ano de estreia na categoria intermédia.

O futuro de Jose Antonio Rueda

Com o desejo de ser competitivo em Moto2, Jose Antonio Rueda não reduziu no ritmo da recuperação, com exercícios diários durante a estadia em Lausanne, onde aproveitou para descobrir os truques da transformação do cacau e do fabrico de obras de arte em chocolate, no atelier do mestre ‘chocolatier’ Jorge Cardoso, o português que é campeão do mundo nesta nobre arte de adoçar a boca.

Um evento onde fez equipa com Maria Herrera, a campeã do Mundo Feminina, com quem partilhou mais tarde o palco na entrega de prémios propriamente dita, a Gala FIM Awards, lado a lado com outros campeões do Mundo, como Toprak Razgatlioglu, Diogo Moreira, Stefano Manzi ou Josep Garcia.

Outro evento que surprendeu o jovem espanhol foi a ianuguração do Racing Motorcycle Museum, em Mies, durante o qual ficou a saber das intenções de Jorge Viegas em continuar à frente dos destinos da Federação Internacional de Motociclismo e a quem confessou o desejo de ali ver a sua máquina de Moto2 exposta. Se não no final de 2026, pelo menos em 2027, tal é a ambição do sevilhano que, para já, garante não perder tempo a pensar em MotoGP. Mais tarde se verá…

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