Diogo Moreira chega à categoria de MotoGP depois de tornar-se no primeiro brasileiro a conquistar um título mundial de motociclismo. O campeão de Moto2 recorda neste vídeo uma época “muito divertida, com um trabalho muito legal”, fala do primeiro teste com a Honda RC213V, recorda o apoio do compatriota Alex Barros e deseja boa sorte a Miguel Oliveira. Uma rápida entrevista durante os FIM Awards, em Lausanne, onde foi receber a sua merecida medalha de ouro.
- Por: Paulo Ribeiro
- Imagens: FIM
- Montagem e realização: Alberto Pires
Após dois anos em Moto3, conquistando a primeira vitória mundialista da carreira na Indonésia em 2023, Diogo Moreira subiu a categoria intermédia para sagrar-se Rookie do Ano, em 2024, iniciando 2025 como um dos valores a seguir com atenção. Começando a temporada de forma consistente, conquistou dois pódios (Grã-Bretanha e Aragão) antes de chegar ao primeiro triunfo, na Holanda. No entanto, dois abandonos consecutivos (Alemanha e Chéquia) colocaram Diogo Moreira numa posição difícil, com 60 pontos de atraso para Manuel Gonzales à saída do Automotodrom Brno.

Mas as férias estivais parecem ter feito bem a Diogo Moreira que, nas praias brasileiras, terá encontrado o tónico para uma segunda metade de temporada imparável. A vitória na Áustria e o segundo lugar na Hungria, na segunda metade de agosto, marcaram o início da recuperação do brasileiro, com novo triunfo na Indonésia (onde Gonzalez foi desclassificado por irregularidade técnica) a relançar o campeonato.

Com 9 pontos de atraso para Gonzales e quatro corridas por disputar, Diogo Moreira completaria uma época de sonho ao subir ao pódio na Austrália e assumir pela primeira vez a liderança de Moto2 com o 5º posto na Indonésia. Logo de seguida, ao assegurar o triunfo em Portimão, na penúltima jornada do ano, o paulista ficou a depender apenas de si próprio para assegurar a coroa no encerramento da época, em Valência. Onde chegou com a obrigação de marcar apenas 2 pontos em caso de vitória de Gonzales e onde, de forma calculista e sem cometer erros, terminou num seguro 11.º lugar, concretizando a maior reviravolta da história de Moto2 para dar ao Brasil o primeiro título mundial.
Expetativas de Diogo Moreira em MotoGP
Uma época de sonho que continuou com a ascensão a MotoGP, onde passará a ser o único representante da Língua Portuguesa. Nos primeiros testes aos comandos da Honda RC213V, em Valência e ainda com o título bem fresco, Diogo Moreira tratou de compreender as diferenças entre as duas máquinas, evoluindo de forma paulatina até chegar ao melhor tempo de 1.31,197 m na 53ª das 57 voltas que cumpriu no Circuito Ricardo Tormo. Um tempo que, mesmo sem grande relevância em termos práticos, revelou uma adaptação positiva ficando a 1,824 segundos de Raul Fernandez, na Aprilia da Trackhouse.
De Miguel Oliveira, que já se estreou na BMW M1000R, o campeão do Mundo de Moto2 acredita que terá um papel de destaque em Superbike e agradece as conversas e ensinamentos recolhidos no paddock ao longos dos últimos anos, ao mesmo tempo que espera ter por parte dos portugueses todo o carinho e apoio nesta nova etapa da carreira.


Uma entrevista rápida, antes de subir ao palco do SwissTech Convention Center, em Lausanne, para receber a desejada medalha de ouro, partindo de imediato para o Brasil onde vai carregar baterias para o novo e maior desafio da sua carreira.
Claro que aproveitamos esta viagem até à Suíça e a presença na cerimónia dos FIM Awards para falar com outros pilotos, todos campeões do Mundo, como Toprak Razgatlioglu, Stefano Manzi, Maria Herrera, Jose Manuel Rueda ou Josep Garcia. Além de ajudarmos a desvendar o futuro de Jorge Viegas à frente dos destinos da Federação Internacional de Motociclismo e assistir à inauguração (e visitar…) o espetacular Racing Motorcycle Museum.
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