Maria Herrera. Sem medo de desafiar os homens

Autor:  Paulo Ribeiro

Dezembro 17, 2025

Sucedendo a Ana Carrasco como vencedora do Campeonato Mundial Feminino (WCR), Maria Herrera não desperdiça qualquer oportunidade para correr. Sobretudo se for contra os homens! Não por qualquer femininismo empedernido mas apenas porque aí há mais pilotos e mais competição. Depois dos Mundiais de Moto3 e MotoE alinhou pelo segundo ano no WCR garantindo o título na última corrida, na pista de Jerez de La Frontera.

  • Por: Paulo Ribeiro
  • Imagens: FIM
  • Montagem e realização: Alberto Pires

Tal como outras mulheres bem conhecidas como Ana Carrasco, Taru Rinne e Katja Poensgen, ou menos conhecidos como Lisa Ross, Maria Herrera não se intimida perante os homens em pista. Foi, aliás, a primeira mulher a batê-los no FIM CEV Repsol, na passagem por Aragão em 2013, voltando a vencer em Navarra para liderar o campeonato júnior até à ultima corrida do ano. Mas, em Jerez de La Frontera, o abandono atirou-a para o quarto posto final, 13 pontos atrás do vencedor, um tal de Fabio Quartararo. O francês seria aliás companheiro de Maria Herrera no Junior Team Estrella Galicia 0.0 em 2024, com a toledana a entrar com um triunfo em Jerez para terminar no 8.º posto final.

Maria Herrera
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Enquanto ia brilhando no campeonato Junior, Maria Herrera aproveitou quatro ‘wild-card’ para alinhar no Mundial de Moto3 nas etapas espanholas com a sua equipa Junior Estrella Galicia 0,0, para, em 2015, cumprir o campeonato na íntegra, terminando em 29.º numa época em que Miguel Oliveira foi o vice-campeão Mundial de Moto3. Maria Herrera assinou na Austrália o melhor resultado (11.ª) num ano em que terminou na frente de Remy Gardner ou Nicolò Bulega, cumprindo mais duas temporadas em Moto3 antes da mudança para o Mundial Supersport 300, em 2018.

Maria Herrera

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Nesta competição Maria Herrera alinhou com a Yamaha YZF-R3 da equipa BCD Yamaha MS Racing, terminando no 13.º lugar, com 45 pontos, depois de ficar por 5 vezes no top-10 (num total de 8 corridas) tendo ainda conquistado uma volta mais rápida no ano em que Ana Carrasco se tornou a primeira mulher campeã do mundo em pista. Em 2019, a carreira de Maria Herrera ganhou novo rumo com a passagem para a Taça do Mundo MotoE, partilhando com o rápido Nico Terol a box da equipa Angél Nieto onde se manteria até 2024, antes da passagem para a estrutura da Forward Factory Team.

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E qual será o futuro de Maria Herrera?

Depois de uma campanha de pleno sucesso em 2025, em que venceu uma manga em cada uma das seis provas somando mais quatro pódios e tendo como piores resultados um 4.º e um 6.º lugares, Maria Herrera vai tentar revalidar o título do Mundial Feminino, trocando o fato azul-claro da Klint Forward pelo azul-escuro da Terra&Vita GRT Yamaha WorldWCR Team.

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Sendo uma das pilotos mais experientes no WCR, depois de competir em Moto3, no Mundial de SSP300, no Mundial de Supersport, e, mais recentemente, em MotoE, Maria Herra procura, aos 29 anos, reconquistar a coroa e lançar-se noutros voos, competindo diretamente com os homens. No horizonte, a campeã do Mundo Feminina não enjeitaria a oportunidade de regressar ao palco na entrega de prémios da Gala FIM Awards, onde, em 2025, esteve lado a lado com outros campeões do Mundo, como Toprak RazgatliogluDiogo MoreiraStefano Manzi ou Josep Garcia.

E, quem sabe, ver a sua moto no Racing Motorcycle Museum, em Mies, em cuja inauguração ficou a saber das intenções de Jorge Viegas em continuar à frente dos destinos da Federação Internacional de Motociclismo. Para já, Maria Herrera acredita que “no terceiro ano no campeonato, tanto a equipa como eu, trazemos um nível de experiência que permitirá formar uma dupla muito forte. Além de uma motivação acrescida por já ter trabalhado e corrido com o meu chefe de equipa; ele que conhece muito bem o meu estilo de pilotagem e sabe como tirar o melhor de mim. Estou convencido de que juntos podemos dar um passo em frente e lutar por grandes resultados”.

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