Destaques da Carreira

A RCV211V com que Valentino Rossi se sagrou campeão em 2002 foi a última MotoGP a não ter ajudas electrónicas. Eram cerca de 260 cv, que faziam levantar a roda da frente em sexta, na reta da meta de Barcelona. 
Participar no Troféu Nacional de Clássicas com uma RD 350 que custou 1.300€, manter o motor de origem e desenvolvê-la ciclisticamente ao ponto de bater todas as TZ's, foi um momento de enorme satisfação para mim e para o Eng. António Nicolau. Épico, seguramente! 
Fabulosa a M1 com que Valentino Rossi perdeu aquele que seria seguramente o seu título Mundial de MotoGP mais disputado. Um assombro de precisão, disponibilidade e leitura do que pretendíamos fazer. Um reflexo, sem dúvida, de uma presença cada vez mais abrangente da eletrónica. 
Max Biaggi era considerado como o piloto que melhor afinava as motos. Senti-me imediatamente confortável, travando sem instabilidades, cumprindo as trajectórias imaginadas e acelerando sem ter um ataque cardíaco. Um colosso de moto com que seria campeão mundial de SBK mais tarde. 
Rodar na RC213V ( 800 cc) com que Dani Pedrosa venceu e fez a volta mais rápida na última ronda de MotoGP em Valência, em 2007, foi estranhamente assustador. O motor parecia elétrico e a frente não se sentia nas mãos! Super eficaz, contudo, para quem media 1,58 e pesava 51 kg ! 
A Ducati Panigale 1099 V2 era um escândalo estético e uma alucinação em pista. Ao rigor na definição da trajectória adicionava uma facilidade e segurança no espremer da roda dianteira que nos deixava, constantemente, perplexos! 
Francesco Rapisarda, inicialmente responsável pela comunicação da Aprilia e depois da Ducati, tinha o condão de transformar as apresentações de motos em eventos fabulosos. Muito mais que criar emoções, "Rapi" especializou-se em criar memórias! Para nos receber na apresentação da Panigale , o teto do hotel estava decorado com as cores da Ducati e o logo da Panigale ! 
Foi o primeiro evento em que me senti envolvido no meio motociclístico, a primeira vez em que andei no Estoril e também numa moto verdadeiramente desportiva. 
Viver as corridas por dentro. Dia 1 de maio de 1991, "GP" de V.N. de Gaia, em redor do que é hoje o Arrábida Shopping. Por força das circunstâncias tive que alinhar nas "125 racing". Moto do Pedro Abreu, fato e botas do Costa Paulo, capacete do Rui Esteves. Terminei no nono lugar, último por sinal... 
Durante quatro anos estive presente nos testes das WSBK e SSP. Se lhe acrescentar testes particulares de algumas dezenas de BMW, Honda e Yamaha, para além de 125, 250 e 500 de GP, foram mais de cinquenta as motos dos diferentes Mundiais de Velocidade em que rodei. Indescritível! 
Durante alguns anos fiz parte da equipa do Masterbike, comparativo em que cerca de 12 jornalistas e pilotos, pertencentes ou convidados pelas melhores revistas internacionais, determinavam a melhor desportiva do ano, em diferentes categorias. Almeria, Jerez, Aragón e Valência foram palco de gigantescos picanços pois nem a feijões gostamos de perder! Momentos inesquecíveis vividos na revista Motociclismo. 
O Luis Pinto-Coelho teve a amabilidade de definir a decoração do meu capacete. O primeiro foi pintado pela A.A. Designs. Ficou fabuloso ! 
Rodar em Jerez na Honda NSR 500 - 200 cv e 130 kg - com que Valentino se sagrou campeão em 2001, considerada o expoente máximo da tecnologia a dois tempos, foi uma experiência transcendental. 
Uma das mais surpreendentes experiências. A Aprilia RSV4 Factory APRC, a primeira superdesportiva dotada de controlo de tração, entre outras ajudas, permitiu-me acelerar à saída das curvas sem receio de ir parar às bancadas. Baixei logo 5 segundos ao meu tempo em Jerez! 
A Ducati 1098 com que Troy Bayliss se sagrou campeão de SBK em 2008, garantiu-me que cada piloto afina a sua moto em função do seu estilo de pilotagem. As suspensões tinham um curso gigantesco, e parecia um "barco" em curva, mas se era assim que ele ganhava corridas...
Último artigo do autor
Suzuki GSX-R1000R. O vídeo
Autor: Alberto Pires
Outubro 15, 2026
Dona de um património único na competição como nas vendas, a Suzuki GSX-R1000R continua a iluminar os espíritos mais irrequietos. Falamos, afinal, de uma daquelas siglas mágicas, com a capacidade de nos transportar instantaneamente para as pistas, um nome...
Mais artigos do autor
Walter Scheffrahn. A Lambretta é eterna
Julho 27, 2024
A presença de Walter Scheffrahn no relançamento da Lambretta em Portugal através da Moteo, permitiu...
Miguel Franco de Sousa. Incombustível !
Agosto 23, 2021
Figura incontornável do motociclismo de velocidade em Portugal, Miguel Franco de Sousa é, também, um...
CNV 125 Promoção. Estoril 1990
Janeiro 26, 2026
Na classe CNV 125 Promoção, em 1990, a luta pelos lugares cimeiros estava entregue às...
Estoril, CNV, 80 cc, Julho de 1987.
Setembro 8, 2021
Texto e imagens: Alberto Pires A prova de 80 cc teve uma grelha mais preenchida...
CFMOTO 700MT. Mais Adventure que nunca
Março 7, 2025
A CFMOTO 700MT é a terceira geração da Sport Tourer de média cilindrada nascida com...
Moto Guzzi Stelvio. Quando a classe é eterna
Junho 14, 2024
A Moto Guzzi Stelvio é um verdadeiro paradigma nos dias que correm. Isto porque se...

















