Honda WN7. O vídeo
Março 20, 2026

Mesmo os mais céticos devem acreditar numa coisa. A mobilidade elétrica veio para ficar e a Honda WN7 é a prova disso! Não por ser uma moto acessível ou com grande autonomia, mas porque denota o empenho real do maior construtor mundial na redução do impacto ambiental das motos e, não menos importante, abre portas a uma menor dependência dos combustíveis fósseis. Se o futuro passa pelo elétrico? A resposta parece-me cada vez mais clara: Sim, mas não só…
- Por: Paulo Ribeiro
- Imagens: Dom Read-Jones, Chris Read-Jones, Rowan Muskin e Joe Dick
- Montagem e realização: Alberto Pires
A discussão é enorme em redor das motos elétricas, entre os que abominam a propulsão com recurso a baterias e os que acreditam piamente que este é o futuro incontornável. Mas, como em quase tudo na vida, no meio está a virtude. Nesta fase do desenvolvimento das energias alternativas e face ao peso das baterias, dos tempos de carregamento e, sobretudo, da autonomia proporcionada, o elétrico deve ser visto como uma solução de deslocação urbana, nomeadamente nos serviços de entregas ou pequenas viagens para o trabalho.

Ao contrário dos automóveis, que pela sua configuração conseguem transportar mais pilhas garantindo uma capacidade acrescida de comer quilómetros, as motos têm essa limitação. Aliás a mesma barreira fisica que limita a utilização do hidrogénio ou, no limite, da energia solar nos veículos de duas rodas. Além disso, e só para perceber melhor a importância destes estudos práticos, recorde-se a atual crise energética causada pelos conflitos a milhares de quilómetros de Portugal.

Assim, e contextualizado o ponto de partida para esta opinião, sublinhar que, independentemente da posição de cada um… o futuro não para. Nesse sentido, o maior fabricante mundial de motos com motores de combustão lançou a Honda WN7, exatamente o ponto intermédio rumo à promesa de apresentar 30 novos modelos até 2030.

Os obstáculos a uma aceitação mais universal passam por uma evolução demasiado lenta no que diz respeito à capacidade das baterias, juntamente com as dificuldades numa efetiva redução de tamanho e peso. Além disso os tempos de carregamento e a autonomia estão longe de ser atrativos para quem vê a moto como um sinónimo de liberdade absoluta. No entanto, acreditem, a Honda WN7 é uma proposta bem diferente de tudo o que vimos até agora, aportando argumentos sólidos no sentido de mudar a forma como muitos olham para as motos silenciosas, sem emissões poluentes e isentas de vibrações.

No entanto, e mais do que uma surpresa, a Honda WN7 é uma constatação clara da forma como a marca aborda cada desafio e pensa cada novo produto, tendo partido de uma folha em branco para conceber a primeira moto com bateria fixa.
Honda WN7 será a solução?
A grande novidade da Honda WN7 assenta, para lá de um inovador sistema de carregamento, numa ciclística ousada, trocando o quadro convencional pela caixa de alumínio que alberga a própria bateria, funcionando como elemento de esforço, a qual foram adicionadas as estruturas em alumínio da coluna de direção e o sub-chassis traseiro. O sub-chassis dianteiro e traseiro, mais a fixação inferior da bateria ao braço oscilante, pesam apenas 8 kg e foram otimizados em termos de desenho, posicionamento e distância entre parafusos para a melhor rigidez torsional.

Ponto esclarecedor quanto à forma como a Honda abordou o projeto e que se traduz num comportamento muito homogéneo, com um excelente balanço da rigidez, proporcionando estabilidade absoluta a curvar na velocidade máxima (limitada eletronicamente a 129 km/h) e uma facilidade estonteante nas mudanças de direção.

Claro que o capítulo técnico apresenta outras importantes novidades que podem ser conhecidas com detalhe no teste completo, que pode ler aqui, do sistema de amortecimento ajustado às especificidades do peso e deslocação de massas até uma dotação eletrónica que ajuda a conduzir a Honda WN7 quase como se de uma moto convencional se tratasse. Em suma, mais um importante passo que consolida a forte a aposta do fabricante japonês na mobilidade elétrica, com novos lançamentos previstos já nos próximos tempos.
Para finalizar deixamos aqui um desafio aos mais irredutíveis detratores deste tipo de veículos. Antes de dizer mal apenas por desconhecimento ou por medo da extinção dos motores de combustão, experimentem uma proposta elétrica como a Honda WN7. Depois sim, podem argumentar (e até com alguma razão) que a autonomia é reduzida ou o preço é elevado. Mas vão fazê-lo com um sorriso no rosto…
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