Honda Hornet 750 E-Clutch. O vídeo

Autor:  Alberto Pires

Abril 12, 2026

Com a Honda Hornet 750 E-Clutch o conceito de naked desportiva ganha outra abrangência. À reconhecida eficácia dinâmica e polivalência, junta-se uma acrescida facilidade de condução e ampliada diversão nos mais diversos ambientes. Tudo por força de um inovador sistema eletrónico que controla a embraiagem e dispensa o uso da respetiva manete. Que está lá, no mesmo sítio de sempre, para o caso de querermos variar um pouco…

  • Por: Alberto Pires
  • Imagens: Dom Read-Jones, Chris Read-Jone, Rowan Muski e Joe Dick
  • Montagem e realização: Alberto Pires

Pioneira na adoção de sistemas de embraiagem eletrónica nos mais recentes modelos de série, a marca japonesa voltou a mostrar a capacidade de inovação e liderança tecnógica no universo das duas rodas. A Honda Hornet 750 E-Clutch chega ao mercado juntamente com a Honda XL750 Transalp, mostrando uma versão mais refinada do conjunto eletro-mecânico estreado no bloco de 650 cc que equipa as Honda CB650R e CBR650R, mas também das NX500, CB500 Hornet e CBR500R que se seguiram.

Honda Hornet 750 E-Clutch
Honda Hornet 750 E-Clutch. O vídeo 5

Agora foi a vez desta novidade, em fase de crescente afirmação, chegar ao motor de 2 cilindros paralelos, com 755 cc de capacidade e 91 cavalos de potência, dono de um temperamento variável entre a simpatia urbana e a irreverência desportiva nas estradinhas mais reviradas. Aplicação que os mais céticos olharam com desconfiança, temendo que pudesse esvair-se o carisma rebelde e agressivo que sempre foi sinónimo de Hornet. Mas será que tais receios têm alguma razão de ser?

Será que a Honda Hornet 750 E-Clutch tem desvantagens?

Qual é então o risco da aposta na introdução do sistema de embraiagem eletrónica na Honda Hornet 750 E-Clutch? Pois bem, temos de voltar à raiz do conceito para perceber a dimensão do desafio. Há uma espécie de corrente ideológica que não gosta do avanço tecnológico. Interiorizou-se que, lentamente, foi responsável pelo anular das sensações únicas que emergem da fusão entre o homem e a máquina. Adjetivos como visceral, envolvimento ou até íntimo, tendem a valorizar a experiência profunda da relação que se estabelece com a moto, que a tecnologia tende a abafar ou simplesmente destrói.

Honda Hornet 750 E-Clutch
Honda Hornet 750 E-Clutch. O vídeo 6

O que marca nipónica propõe com a introdução da nova tecnologia na Honda Hornet 750 E-Clutch é uma alternativa a este processo, tornando-se mais rápido, mais preciso e eficaz. Implica abandonar esse momento ancestral de profunda interatividade? Não, trata-se apenas de uma opção, mais uma já que a operação manual continua a existir, sendo, isso sim, mais um elemento disponível à nossa escolha.

É um facto técnico que o movimento efetuado pelo sistema E-Clutch é mais rápido do que um sistema Quick Shifter de qualidade. Isso explica-se porque o funcionamento de um Quick Shifter para subir de caixa baseia-se numa interrupção da ignição ou da injeção de combustível, que necessita de algum tempo, por pouco que seja, para que a rotação baixe e engate na relação seguinte. Se o movimento for para baixo, em redução, o corte de ignição deverá conciliar um ligeiro acelerar para engatar com alguma suavidade na relação mais curta.

Honda Hornet 750 E-Clutch
Honda Hornet 750 E-Clutch. O vídeo 7

Ao fim de tantos anos, tanto pelo desenvolvimento em competição dos Quick Shifter como pela cada vez maior interligação dos sistemas eletrónicos, chegou-se a um standard de excelente qualidade, sobretudo nos regimes mais elvados. Ou melhor, na faixa ideal de rotação. O sistema de acionamento eletrónico da embraiagem montado na Honda Hornet 750 E-Clutch, no entanto, está acima de toda essa oferta porque intervém no processo mecânico de acoplamento dos discos de embraiagem através de uma de posição intermédia de atuação.

Para isso recolhe informações provenientes do acelerador eletrónico (posição, tipo de movimento e rapidez de movimento), rotação do motor, diferença na velocidade das rodas, relação de caixa e da pressão do acionamento do pedal de velocidades, para tornar tão rápida como fluida a sua atuação. Aqui chegado já ficou com a curiosidade para ver o vídeo cuja ligação está no início do texto e, quem sabe, de ler o teste completo da Honda Hornet 750 E-Clutch..

Honda Hornet 750 E-Clutch
Honda Hornet 750 E-Clutch. O vídeo 8

No entanto, a grande questão é mesmo saber se são justificados os pouco mais de 300 € face à Honda Hornet 750 E-Clutch relativamente aos 8.180 € da versão 2025? A resposta é um rotundo SIM! Não só pela facilidade acrescida mas sim pelo elevar do seu espírito desportivo a um novo patamar de eficácia, não obrigando a cedências ou compromissos. Na dúvida seguramente que não será difícil conseguir fazer um ‘test-drive’ a uma máquina que foi revista em profundidade em termos estéticos.

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