Honda Transalp 750 E-Clutch. O vídeo

Autor:  Alberto Pires

Abril 7, 2026

A Honda Transalp 750 E-Clutch é a prova mais evidente de como os conceitos intemporais podem acompanhar o desenvolvimento tecnológico sem perder a identidade. A quinta geração de uma aventura iniciada em 2023 foi reinventada em 2026, com a adoção de um sistema de embraiagem eletrónica. Há decisões tão felizes quanto oportunas.

  • Por: Alberto Pires
  • Imagens: Dom Read-Jones, Chris Read-Jone, Rowan Muski e Joe Dick
  • Montagem e realização: Alberto Pires

A Honda olhou para o seu segundo modelo mais vendido no segmento ‘on/off-road’ acima dos 500 cc em 2024, que continuou a brilhar em 2025 sendo apenas ultrapassado pela X-ADV, registando mais de 36.000 unidades vendidas na Europa, e decidiu revisitar os fundamentos do seu sucesso. A questão era simples: o que é que se poderia fazer numa moto referencial no seu segmento em termos de conforto, versatilidade, entusiasmo na utilização do motor e equilíbrio ciclístico?

Honda Transalp 750 E-Clutch
Honda Transalp 750 E-Clutch. O vídeo 6

Este sistema veio potenciar na Honda Transalp 750 E-Clutch tudo aquilo que a famosa trail já incluía, nomeadamente quatro modos de motor pré-determinados, o Sport, Standard, Rain e Gravel, com ajustes de três a cinco níveis de potência, controlo do efeito de travão-motor e controlo de tração, para além de ABS para estrada e fora de estrada. Dispõe ainda da possibilidade de criar dois mapas personalizados, e só nestes é que se pode desligar o controlo de tração e o ABS na roda traseira.

Honda Transalp 750 E-Clutch
Honda Transalp 750 E-Clutch. O vídeo 7

Mas, o que é e como funciona este sistema que altera tão profundamente a Honda Transalp 750 E-Clutch? É um mecanismo eletromecânico que visa substituir um gigantesco conjunto de cálculos mentais que, em função de determinadas condições mecânicas e com base numa aprendizagem adquirida pela experiência individual, determinam o conciliar do movimento de soltar a manete do lado esquerdo com o de rodar do punho do lado direito.

O sentido prático da Honda Transalp 750 E-Clutch

O sistema E-Clutch assenta no acionamento do conjunto formado pelos discos de embraiagem através de dois motores elétricos, e vive da conjugação, na justa medida, das informações proveniente do acelerador eletrónico (posição, tipo de movimento e rapidez de movimento), rotação do motor, diferença na velocidade das rodas, relação de caixa e da pressão do acionamento do pedal de velocidades

Honda Transalp 750 E-Clutch
Honda Transalp 750 E-Clutch. O vídeo 8

A finalidade deste teste dinâmico com a Honda Transalp 750 E-Clutch, que pode ler AQUI, com mais detalhe, prendia-se, naturalmente e em primeira análise, com a validação do sistema de embraiagem eletrónica no quadro da amplitude de utilizações da Transalp, e não podia ser mais evidente, apesar da dificuldade em abandonar movimentos quase involuntários após décadas de execução.

Mas será que a Honda Transalp 750 E-Clutch Sim, é um aposta ganha? A resposta é manifestamente positivo, já que, sobretudo numa Trail com tamanha abrangência, a embraiagem eletrónica torna tudo mais fácil, mesmo nos momentos tranquilos e sem dificuldades, desaparecendo por completo. Usando-a com passageiro, situação em que todas manobras se complicam, sobressairá seguramente. Já no trânsito, em sítios esconsos, com passageiro, malas, turistas a atravessar fora das passadeiras e ameaçados por Uber’s empenhados a tentar fazer dez serviços em hora de ponta, nesse momento entrará em modo Anjo da Guarda!

Honda Transalp 750 E-Clutch
Honda Transalp 750 E-Clutch. O vídeo 9

Mas será que a Honda Transalp 750 E-Clutch tem alguma desvantagem face à versão manual? Não. Justifica-se o natural aumento no preço? Bem, se considerarmos que são muitas centenas o número de vezes que acionamos a embraiagem por cada cem quilómetros, quando chegarmos à primeira revisão o seu custo unitário é uma ninharia.

Honda Transalp 750 E-Clutch
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Se atendermos que os discos de embraiagem vão durar muito mais porque não foram sujeitos a uma utilização deficiente e, na revenda, esta versão será também mais valorizada, então os 500 ou 600 € que vai custar a mais que a versão 2025 já desaparecem da equação. Tudo isto sem nos obrigar a nada! Tem dúvidas? Experimente, e não se esqueça que deve engatar a primeira sem usar a embraiagem. Vai ver que se habitua! Depois é só criar uma unidade à medida das suas necessidades, verdadeiramente única para si!

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