A QJ Motor Fort125N é o modelo mais recente de uma gama de sete scooter’s que, desde meados de 2025, vem alterando o panorama do segmento em Portugal. Trata-se de uma evolução da versão MTX, que dela retém um dos grandes trunfos: o motor. Tudo o resto é diferente, com outro potencial, definido para concorrer num segmento mais exigente, o das Scooter GT. Argumentos não lhe faltam, incluindo um preço atrativo.
- Por: Alberto Pires
- Imagens: QJ Motor
- Montagem e realização: Alberto Pires
Sendo um passo importante no reforço da oferta no segmento scooter da marca chinesa, a QJ Motor Fort125N aposta na diferenciação tecnológica e apresenta-a envolvida num conjunto de atributos apenas presentes no topo da classe. Se o valor de aquisição para o que apresenta é um argumento comercial sólido, a garantia de seis anos é uma afirmação da confiança naquilo que produzem.

A unidade motriz destaca-se pela potência de 15 cv às 8.500 rpm e um binário de 12 Nm às 8.250, colocam a QJ Motor Fort125N. o máximo permitido para a condução com carta A1, é um motor moderno, com quatro válvulas à cabeça, sobressaindo tecnologicamente pela inclusão de um sistema híbrido de ajuda na aceleração.
As dimensões exteriores estão de acordo com a filosofia GT, implicando necessariamente volume, proteção e propensão para uma utilização que ultrapassa a mobilidade em ambiente estritamente urbano, qualidades da QJ Motor Fort125N que percebemos e valorizamos ao longo da utilização. Apesar da sua dimensão, a altura do banco situa-se nuns confortáveis 780 mm, tanto pela forma ampla como pelo seu estofo, sem que isso limite a colocação dos dois pés no solo com razoável estabilidade. O lugar do passageiro está mais elevado, e só parece estreito por comparação com o do condutor, permitindo que o suporte – para o conjunto completo de malas Shad – seja usado como pega para as mãos.

Ciclisticamente, a QJ Motor Fort 125N está em consonância com a família a que pertence. Na frente a forquilha telescópica tem 100 mm de curso e na traseira monta dois amortecedores ajustáveis em pré-carga da mola. Na travagem a robustez mantém-se, contando na frente com um disco de 255 mm de diâmetro com pinça flutuante de um pistão e na traseira um disco de 240 mm com pinça de pistão simples, com sistema ABS em ambas as rodas.
A roda dianteira da QJ Motor Fort125N é de 15”, montando um pneu CST 120/70, enquanto na traseira a jante de 14” monta um generoso CST 140/70. São medidas mais comuns em scooters com mais cilindrada, mas o equilíbrio dinâmico assim o obriga. Os 160 kg em ordem de marcha não são, por tudo isto, uma surpresa.
Mas, afinal, o que vale a QJ Motor Fort125N?
A sensação de conforto é ainda potenciada pela ausência de vibrações e pelo ruído de funcionamento reduzido. Mesmo ao longo da faixa de utilização não se nota que haja um momento de maior força, ou que suba para um regime de rotação mais elevado até que a embraiagem centrífuga se adapte ao momento, sendo linear na forma como digere a solicitação do punho direito, sem que seja possível determinar um regime claramente favorito.
Apesar das dimensões exteriores, a dianteira da QJ Motor Fort125N revela-se mais estreita em utilização do que seria de supor quando a vemos pela primeira vez. Ou seja, a largura do banco, da zona frontal e a altura do ecrã não implicam maior cuidado no trânsito citadino. Acresce, ainda, que as hastes dos espelhos podem ser recolhidas, aumentando a facilidade nos momentos mais atravancados. Em momento algum sentir que estivesse a colocar em risco (no sentido literal do termo) a convivência com os outros, e isto revela não só que as dimensões do conjunto são adequadas como também que a agilidade proporcionada é uma mais valia em ambiente urbano.

Posto isto, falta falar do valor de comercialização sendo que o mesmo está patente no vídeo do ensaio além de poder ler aqui o teste completo e, se ficar com vontade de experimentar a QJ Motor Fort125N, nada como deslocar-se a um dos concessionários da marca.
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