O conflito no Médio Oriente continua a multiplicar os seus efeitos negativos sobre a sociedade civil em todo o Mundo. Também o GP Portugal 2026, penúltima prova do Mundial de MotGP, viu refletidas as limitações impostas pela guerra desencadeada pelo ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irão. A retaliação originou uma situação ‘explosiva’ em toda a região e obrigou a repensar, também, os calendários desportivos.
- Por: Paulo Ribeiro
- Imagens: Alberto Pires
A instabilidade gerada pelos bombardeamentos e ataques entre diversos países do Golfo Pérsico levou o Catar a solicitar à Dorna e à FIM o adiamento daquela que seria a quarta prova da temporada, a 12 de abril, para uma data mais ‘segura’, acabando por ser encaixada a 9 de novembro, logo após a ronda asiática. Assim, depois de Japão, Indonésia, Austrália e Malásia, o Continental Circus fará uma paragem intermédia no Catar antes de viajar para a Península Ibérica onde, como tradicionalmente, termina a época.

GP Portugal 2026 mantém caráter decisivo
Ora, com a passagem do GP do Catar para 9 de novembro, aumentavam as complicações logísticas para estar uma semana depois no Autódromo Internacional do Algarve, tendo a Dorna solicitado o adiamento do GP Portugal 2026 bem como a prova valenciana. Ao que o AIA, atendendo às condições excecionais, respondeu imediatamente de forma positiva, começando logo a trabalhar para resolver uma situação mais complexa do que parece à primeira vista. Afinal, o adiamento de uma simples semana do GP Portugal 2026, de 15 para 22 de novembro, criou diversos problemas a uma pista que tem uma ocupação anual superior a 90% dos dias.

Algo que a Miguel Praia e toda a equipa do AIA resolveram de modo a que o GP Portugal possa realizar-se sem mais contratempos, antes da jornada decisiva, também adiada uma semana, no Circuito Ricardo Tormo, em Valência, num calendário remodelado. Quem não será afetado por esta alteração é Miguel Oliveira que trocou o Mundial de MotoGP pelas Superbike…
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