Phelon & Moore. Marca histórica chega a Portugal

Autor:  Paulo Ribeiro

Fevereiro 25, 2026

Já ouviu falar da Phelon & Moore? Provavelmente, e a menos que seja um grande apaixonado pela história do motociclismo, associa mais depressa este nome a uma qualquer financeira ou escritório de advogados… No entanto, a Phelon & Moore foi marca de algum sucesso entre 1902 e 1967, que regressa agora de um sono de mais de meio século, chegando a Portugal pela mão da Conceição Machado Lda, também importador da Piaggio, Vespa, Aprilia e Moto Guzzi. As primeiras máquinas, nomeadamente, as scooters e aas trails, deverão chegar entre abril e maio com preços que se antevêm competitivos, sobretudo face ao elevado nível de equipamento.

Phelon & Moore
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  • Texto: Paulo Ribeiro
  • Fotos: P.R., EICMA e Phelon & Moore

Nascida mesmo no arranque do século XX, a Phelon & Moore pode outorgar-se o título de uma das marcas de motos mais antigas do Mundo. É certo que a Peugeot mostrou um protótipo de três rodas em 1898, com motor Dion Bouton de 239,5 cc, e apresentou a Motobyciclette no Salão de Paris de 1901, com motor Zürcher & Lüthi, de origem suíça com 198 cc e 1,5 cv. Curiosamente, no mesmo ano em que a Royal Enfield lança o seu primeiro modelo no Stanley Cycle Show, em Londres, com motor Minerva de 1,5 cv, a Phelon & Moore começou a construir uma história que chega a Portugal em 2026.

Ativa entre 1902 e 1967, a britânica Phelon & Moore foi fundada por Joah Carver Phelon e Richard Moore, na cidade de Cleckheaton, em Yorkshire, lançando vários modelos com motores a quatro e dois tempos, chegando mesmo a construir algumas motos de corrida que competiram no Tourist Trophy da Ilha de Man. O modelo mais famoso da Phelon & Moore foi o Panther, introduzido pela primeira vez na década de 1920 e que continuou a ser fabricado com motores de várias cilindradas e em diversas variantes até ao encerramento da fábrica.

Renascimento envolto em expetativa

Um enquadramento histórico para perceber a relevância da Phelon & Moore no universo motociclístico numa altura em quem é anunciado o regresso ao mercado europeu. Um anúncio que era esperado desde 2022, quando um grupo de investidores apaixonados, com longa experiência no design, fabrico e distribuição de motos e scooters adquiriu os direitos histórica marca e fez a sua apresentação oficial. Uma história recorrente nas duas últimas décadas, embora neste caso muito pouco se saiba sobre quem são os verdadeiros investidores e qual a estratégica para o relançamento comercial da Phelon & Moore.

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Phelon Moore Capetown 7X Pininfarina g - MotoX

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No entanto, durante o Salão de Milão de 2025, em conversa com o diretor de marketing e comunicação deu para perceber a aposta em aceder ao setor premium das duas rodas, com motos inspiradas na história da Phelon & Moore e pensadas para o mercado global. Tanto mais que a marca de origem britânica, com traços de desenho franceses e italianos, e produção na gigantesca indústria chinesa, mostrou agora uma gama de sete modelos que vai das scooters às propostas de aventura, passando pelas ‘cruiser’ e que brevemente terá ainda três ‘naked’ de ar retro.

Pronta para viajar… até Capetown

Olhando para o mais apetecido segmento do mercado europeu, a Phelon & Moore Capetown chega a Portugal em três versões, a ‘tourer’ mais acessível 7S, a mais robusta 7X com rodas de raios, e a especial 7X Pininfarina. Edição limitada a 595 unidades, desenvolvida no túnel de vento do prestigiado designer italiano ganhando diversas alterações aerodinâmicas, a começar por um para-brisas de maiores dimensões mas também protetores de mãos em carbono e alumínio, uma pintura exclusiva e conjunto de malas.

Sendo uma trail pensada para a máxima polivalência entre um uso quotidiano, em ambiente urbano, e as grades viagens, a Phelon & Moore Capetown monta um motor bicilíndrico de 693 cc que oferece 74 cv às 8500 rpm e um binário de 68 Nm às 6500 rpm.

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Com acabamentos de elevada qualidade, excelente ergonomia e tecnologia de ponta como grandes argumentos, a Phelon & Moore Capetown destaca-se pelo monobraço traseiro, TFT de sete polegadas com conectividade, para-brisas ajustável, controlo de tração, sistema de monitorização da pressão dos pneus TPMS, iluminação ‘full’ LED, punhos aquecidos e câmara frontal. No capítulo da ciclística, sobressaem as suspensões ajustáveis e uma travagem com dois discos dianteiros de 320 mm e pinças de quatro pistões na dianteira, suficiente para parar em segurança os 240 kg em ordem de marcha da Phelon & Moore Capetown. Que, no caso da versão X recebe ainda jantes raiadas, reforçando o espírito de aventura e ajudando a continuar a viagem mesmo quando acabam as estradas asfaltadas.

‘Cruisers’ rendem homenagem à história

Bem diferente em termos de design e condução, a Phelon & Moore desvendou na EICMA 2025 uma família ‘cruiser’ cujo nome representa uma homenagem a um dos mais antigos e marcantes modelos da marca britânica. Lançada em 1924, a primeira Phanter, a TT Entrant, desenvolvida a pensar nas corridas da lha de Man, representa a materialização da forte ligação da Phelon & Moore à competição e o sucesso foi de tal forma que ganhou estatuto de marca independente, marcando a história mundial das duas rodas.

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A Phelon & Moore Panther C é a mais simples e mais clássica da gama, com detalhes cromados, jantes de raios com pneus ‘tubeless’ de dimensões generosas, banco duplo e guiador em posição alta e uma pintura que remete para modelos que fizeram história neste segmento.

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Pensada para o conforto, conjugando ergonomia e design com uma reduzida altura ao solo com um peso total em ordem de marcha de 249 kg, a Panther C está equipada com o motor V-Twin de 573 cc, refrigerado por líquido. Um bloco capaz de debitar 54 cv de potência às 8500 rpm e com um binário de 48,5 Nm às 6500 rpm.

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Já a Phelon & Moore Panther S exibe uma imagem mais moderna e urbana, com o motor pintado de negro, jantes de liga leve, guarda-lamas encurtados, assento desportivo monoposto (ok, está homologado para 2 pessoas embora o passageiro/a tenha apenas uns escassos centímetros para se sentar…) e guiador mais baixo e com espelhos nas extremidades. Igual em ambos os modelos é a iluminação ‘full’ LED, suspensão ajustável, com monoamortecedor na traseira e forquilha invertida com 120 mm de curso à frente, possuindo ainda painel TFT a cores e com conetividade (navegação por map mirroring) e a particularidade de dispor de uma câmara traseira.

Panteras urbanas da Phelon & Moore

Apesar da aposta forte em dois segmentos de forte peso histórico e comercial, com são as cruisers e as trail, a Phelon & Moore revela enorme pragmatismo neste regresso ao mercado com a introdução de duas scooters: Panthette S e Panthette X.

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No caso da primeira, a Phelon & Moore optou por um motor de 125 cc de refrigeração líquida, com 12 cavalos de potência às 8500 rpm e um binário de 11,6 Nm , dotando-a de caraterísticas que a fazem destacar da concorrência. É o caso do TFT a cores de 7 polegadas, colocado em posição vertical e permitindo o espelhamento do telemóvel, ou do amplo compartimento debaixo do banco, capaz de acolher dois capacetes, mas também do sistema keyless ou os protetores de mãos montados de série.

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Quanto à Panthette 125 X, a aventureira da família de scooters da Phelon & Moore, destaca-se da sua irmã pela suspensão com maior curso, tanto atrás como à frente, onde sobressai uma forquilha invertida. O aspeto robusto deste modelo, perfeitamente em linha com o florescente segmento das scooters ADV será um importante argumento de vendas, lado a lado com o bom nível de equipamento de série.

É que a Phelon & Moore dotou esta Pantehtte 125 X de um ecrã ajustável, punhos aquecidos, protetores de mão, sistema de controlo da pressão dos pneus (TPMS) e proteção do motor além de um painel TFT de 5 polegadas com conectividade. A Phelon & Moore anunciou ainda a montagem de unidades motrizes de 200 cc e 300 cc nestes modelos, mas, pelo menos nesta primeira fase, não estão nas cogitações do novo importador para Portugal

As Phelon & Moore que virão mais tarde

Mais tarde deverão chegar os modelos apresentados no Salão de Milão ainda em fase de desenvolvimento, três ‘naked’ de linhas retro, sendo a Phelon & Moore Brighton 6 Roadster e Scrambler equipadas com um bloco de dois cilindros paralelos, de 550 cc de capacidade para uma potência de 58 cv e um pico de binário de 55 Nm. Com linhas diferenciadoras de outras propostas no mercado, separam-se sobretudo pelas jantes de raios cruzados e uma elegante pintura mate para a Scrambler.

Quanto ao outro modelo a chegar a Portugal numa segunda fase, será a Phelon & Moore Brighton 125, equipado com um motor monocilíndrico refrigerado a água de 124,2 cc, 14 cv e 11,5 Nm que, tal como todas as outras, pode ser descoberta no site oficial da marca britânica.

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