A aterragem da TVS em Portugal foi serena, talvez até em demasia para a verdadeira dimensão da marca. Com mais de 4,5 milhões de unidades vendidas em 2025 foi a quarta marca no ranking mundial de motociclos, subindo ao pódio ao agrupar os modelos de três rodas com uma cifra que ultrapassa 0s 5,5 milhões de unidades. O Grupo Multimoto trouxe o fabricante indiano para o mercado ibérico, com duas gamas distintas, pensadas para a mobilidade urbana (Commuter) e para a diversão (Performance).
Para já são cinco modelos e uma variante enquanto se espera pela chegada de mais uma mão cheia de propostas ao longo deste ano. Fomos conhecer os modelos a comercializar pela TVS em Portugal e falar com o Brand Manager da marca, Vasco Ferreira.
- Por: Paulo Ribeiro
- Fotos: TVS Portugal/Rui Jorge
- Imagens, montagem e realização: Alberto Pires
A estreia da TVS em Portugal encaixa na perfeição numa estratégia de reforço do portefólio de marcas e diversificação da origem, pensando claramente num futuro sustentado. Ou seja, como referiu Adriano Duarte durante a apresentação da TVS em Portugal, “não se trata apenas de mais um marca”, antes uma opção estratégica para um futuro mais seguro e bem alicerçado, “porque os chineses fabricam cada vez melhor mas a dependência exclusiva da China pode ser (empresarialmente) perigosa, pelo que se revestia de particular importância alargar a base de fornecimento de motos para obviar uma eventual crise”.

Uma visão bem clara do CEO do Grupo Multimoto que liderou as “negociações que duraram vários anos, daquela que é a única marca indiana com modelos realmente adaptadas ao mercado europeu”, acrescentando com grande determinação que “a TVS em Portugal vai crescer e ocupar um espaço de destaque dentro de alguns anos, até porque também a gama vai crescer, de forma natural, para outros segmentos”. Uma ideia muito clara e otimista sobre uma marca que, tanto na Índia como no Mundo, ainda está atrás da Hero mas bem à frente da Bajaj sobretudo no que às duas rodas diz respeito, fabricantes com a mesma origem mas ainda com ideias pouco claras sobre o futuro na Europa.

Ambição séria da TVS em Portugal onde chega com uma oferta dividida entre propostas de mobilidade urbana e modelos de inspiração e vocação mais emocional, onde a imagem, a ciclística e a eletrónica passam a ter tanto peso como o preço. Modelos que esgrimem mais do que apenas o argumento racional (preço…) apostando em trunfos que o mercado privilegia cada vez mais como o equipamento, qualidade percebida, estilo e tecnologia embarcada.
A gama da TVS em Portugal
A TVS em Portugal estreia-se com uma gama que começa em termos de ofensiva comercial pelas propostas para utilização diária com custos controlados e facilidade de utilização. Trata-se de dois scooters da família Commuter, com a TVS NTorq 125 a assumir-se como uma proposta mais jovem e irreverente, com uma imagem mais agressiva, um posicionamento claramente urbano e um consumo anunciado na ordem dos 1,3 L,/100 km. Com uma filosofia mais utilitária e imagem mais tradicional, a TVS Jupiter 125 foi pensada para quem procura conforto, simplicidade e economia, seja para as mais curtas deslocações em cidade como para uso quotidiano sem complicações, mantendo valores de elevada economia, com consumo anunciado de 1,9 L./100 km,

Mas se a entrada da gama da TVS em Portugal se faz pela mobilidade, a imagem ganhará alicerces com a gama Performance, composta por RR 310, RTR 310 e Ronin. Três motos diferentes na proposta, mas complementares na forma como apresentam a marca ao mercado, com a TVS Ronin a apresentar-se como a maior surpresa, não só pelo preço de 2995 euros, como também pela identidade descontraída, urbana e as linhas neo-retro.

Utiliza um monocilíndrico de 225,9 cc, arrefecido a ar e óleo, com 20 cv às 7750 rpm e 20 Nm às 3750 rpm. Está equipada com um forquilha invertida Showa de 41 mm, amortecedor traseiro com ajuste de pré-carga, travões de 300 mm à frente e 240 mm atrás, conectividade SmartXconnect, altura do assento de 791 mm, 161 kg de peso e depósito de 14 litros..

De imagem mais agressiva a naked RTR 310 monta um moderno monocilíndrico de 312 cc, inclinado para trás, com 35,5 cv às 8700 rpm e 28,7 Nm às 6650 rpm. No equipamento de série, além do amortecimento KYB e travagem ByBre conta ainda ‘quickshifter’ e quatro modos de condução: Rain, Urban, Sport e Track. Com um preço de 4895 € para a versão standard, a RTR 310 estará ainda disponível numa edição Ultimate, mais equipada, com pintura TVS Racing, sistema Keyless, suspensão ajustável e TPMS, ao preço de 5295 €.

No topo da gama da TVS em Portugal surge a RR 310, a proposta mais desportiva da marca, com o mesmo motor de 312 cc mas mais esticado, com 38 cv às 9800 rpm e 29 Nm às 7900 rpm, e um pacote muito completo para a classe: IMU de 6 eixos, acelerador eletrónico, controlo de tração, ‘cruise-control’ e pneus Michelin Road 5. E o preço fica-se pelos 4995 €!
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