Yamaha WR125 R. O vídeo

Autor:  Paulo Ribeiro

Maio 13, 2026

A banda sonora para acompanhar este teste da Yamaha WR125 R poderia muito bem ser a célebre “125 Azul” dos Trovante. Mesmo os mais novos – que ainda não eram nascidos quando a banda de Luís Represas e João Gil criou esta música – perseguem os mesmos ideais. Fala de liberdade e individualidade, do desejo de partir sem rumo traçado, da fuga à rotina e de uma aventura sem barreiras. Sucessora natural das celebérrimas DT’s, a nova Yamaha WR125 R tem tudo para criar a sua própria história de sucesso. E criar estórias para os mais jovens guardarem na memória.

  • Por: Paulo Ribeiro
  • Imagens: Yamaha
  • Realização e montagem: Alberto Pires

Mas se os jovens da atualidade não conheceram as famosas Yamaha DT, já os jovens da década de 1980 terão a sensação semelhante à sentida na época quando olharem para a nova Yamaha WR125 R. Uma trail que permite brilhar à porta do liceu ou da faculdade e garante que nunca se chega atrasado aos encontros. A menos que pelo caminho surja um tentador desvio em terra… E aí, mesmo que todos saibam que as miúdas não gostam de esperar, poderão surgir alguns divertidos contratempos.

Yamaha WR125R
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Tanto mais que, ao contemplar a Yamaha WR125 R, ressalta de imediato o desafio de aventura. Basta olhar para suspensões de curso longo, para o guarda-lamas em posição elevada ou o cativante perfil endurista, particularmente realçado pela pintura Icon Blue. Uma decoração que remete de imediato para as máquinas de competição, das YZ de motocrosse às WR de enduro, e que é evocativa de uma longa história de sucesso. Para os mais discretos existe a elegante e sóbria proposta Yamaha Black.

Yamaha WR125R
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Olhamos mais de perto para Yamaha WR125 R e subimos a bordo. Parece alta e a ficha técnica aponta para intimidantes 875 mm de altura do assento. Na prática, com a volumetria muito esguia, do assento ao chassis passando pelas tampas laterais lisas, é relativamente fácil apoiar os pés com confiança, mesmo que, como eu, não sejas particularmente alto. Além do mais, como a suspensão cede ligeiramente com o peso e a moto é razoavelmente leve (138 kg em ordem de marcha) oferece uma reforçada sensação de controlo.

O famoso ADN da Yamaha WR125 R

Sentado na Yamaha WR125 R deu para perceber, de forma mais nítida, o cuidado colocado nos componentes e na qualidade de fabrico, com encaixe perfeito dos plásticos de bom toque, soldaduras cuidadas e detalhes ‘premium’ como as proteções do quadro junto aos poisa-pés, mas também do escape ou da suspensão dianteira.

Yamaha WR125R
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Colocamos o motor a funcionar e a nota dominante é a serenidade. A dúvida que nos assola antes de arrancar prende-se com o carácter divertido que foi anunciado para este monocilíndrico de 125 cc, arrefecido por líquido e com injeção eletrónica. Bastou uma aceleradela para perceber o carácter deste bloco. Uma rapidez de resposta e uma leveza a ganhar rotação que abriu o apetite para os quilómetros que aí vinham, bem delineados pelo experiente Pedro Barradas em estrada e fora dela, em redor do Off-Road Camp Yamaha, excelente quartel-general da apresentação nacional do modelo.

A resposta já nos tinha sido desvendada na apresentação técnica da Yamaha WR125 R e assentava na utilização da tecnologia VVA (Variable Valve Actuation) ou seja, um sistema que faz variar a abertura das válvulas de admissão. Algo que a marca nipónica já usa noutros modelos da gama e com algumas semelhanças (no resultado, que não na tecnologia) ao YPVS que a Yamaha desenvolveu para otimizar o desempenho dos motores a 2 Tempos, entre as décadas de 1970 e ’80. Sistema que ajustava a altura da válvula de escape em diferentes regimes do motor, melhorando o binário a baixas rotações e maximizando a potência a altas rotações.

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De forma semelhante, o sistema VVA favorece o binário e a economia até às 7300 rpm, sendo dócil e oferecedor de boa tração, perfeito para andar em cidade ou em ritmo tranquilo. Mas quando se passa essa fasquia, a eletrónica dá ordem a uma válvula solenoide para empurrar a árvore de cames para o lado e mudar o perfil das cames, com o motor a despertar da aparente letargia dando uma espécie de segunda vida à Yamaha WR125.

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Ficou curioso com o que leu e quer saber mais? Então pode encontrar AQUI mais informações e uma análise mais completa à Yamaha WR125 R e para tirar todas as dúvidas nada como marcar um ‘test-drive’ no concessionário mais próximo.

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