A Phelon & Moore Capetown 7X foi uma das estrelas do 28.º Portugal de Lés-a-Lés, surpreendendo muitos dos cerca de 1500 motociclistas presentes no evento da Federação de Motociclismo de Portugal. Primeiro espantados com a imagem imponente e uma estética requintada, depois admirados com a eficácia dinâmica percecionada. Sim, porque ao vê-la em estrada é fácil perceber o comportamento digno e muito competente, tanto nos troços mais rápidos como nas estradinhas mais curvilíneas.
- Por: Paulo Ribeiro
- Imagens: Luís Carvalho e P.R.
- Montagem e realização: Alberto Pires
Foi por demais evidente a importância do primeiro impacto visual. A imagem impõe o respeito próprio de uma moto grande e é incapaz de passar despercebida. Em Faro, durante as Verificações Técnicas do Lés-a-Lés, muitos foram os motociclistas que se aproximaram, curiosos com a presença da Phelon & Moore Capetown 7X. Primeira questão, a cilindrada. Depois, a origem. Ambas as respostas geraram esgares de genuíno espanto. Isto muito antes de ganharem coragem para questionar sobre o preço…

A imponência que faz com que não passe despercebida é diretamente proporcional à elegância que mantém os olhares presos aos detalhes. A Phelon & Moore Capetown 7X apela à serenidade e exalta um valor intrínseco mesmo antes de conhecer dados técnicos ou prestações dinâmicas. A primeira impressão é de respeito. A parte frontal é possante, com linhas que equilibram musculatura e elegância numa proporção que poucas marcas conseguem. Os detalhes de construção transmitem um toque de classe que se sente antes mesmo de ligar o motor.
Phelon & Moore Capetown 7X domina na estrada
Além disso, o primeiro contacto físico com a Phelon & Moore Capetown 7X reforçou a ideia das primeiras impressões visuais. Do assento com uma cobertura de padrão clássico, mais bonito do que confortável, a 830 mm do solo, e que se revelou acessível para condutores com 1,70 m, aos punhos com o nome da marca, grossos mas confortáveis; da tampa que esconde o verdadeiro tampão, cromado, de acesso ao depósito de combustível, ao painel de instrumentos. O ecrã TFT de 7 polegadas, com possibilidade de espelhamento do telemóvel, surge elegantemente envolvido numa moldura de aço escovado, com uma apresentação muito bem conseguida e onde nem falta a referência à marca.

Tal comoo num automóvel topo-de-gama, com uma imagem sóbria, embora, em termos práticos, seja notório o privilégio do design sobre a funcionalidade. Conjugação mais bem conseguida no que diz respeito à posição de condução. A Phelon & Moore Capetown 7X oferece uma boa posição para o condutor, relaxada e dominante sobre a estrada. Confortável, com as pernas fletidas sem esforço, os joelhos pouco dobrados, o tronco muito ligeiramente curvado para diante e os braços soltos sobre um guiador bastante alto e muito largo. Algo que se revelou bastante estranho num primeiro momento, à saída de Faro rumo a Alcochete, mas que, no regresso a casa, se revelou menos incómodo em autoestrada do que se poderia esperar.

Ainda no posto de comando da Phelon & Moore Capetown 7X, nota para os interrutores bem posicionados embora, sobretudo com luvas mais grossas, aconteça com alguma frequência acionar de forma involuntária os punhos aquecidos (montados de série e com 5 níveis de temperatura) ao buzinar. Um cockpit que conta com duas tomadas USB (tipos A e C) e uma tomada de 12 V à medida das maiores exigências dos adeptos dos ‘gadgets’, e que disponibiliza uma câmara frontal de alta-definição (1080P), que pode ser ligada através de um único toque no comando.
Quanto ao motor da Phelon & Moore Capetown 7X é o mesmo bicilindro paralelo de 693 cc (83 x 64 mm), com dupla árvore de cames à cabeça e 8 válvulas que se encontra na CFMOTO 700MT, sem disponibilizar diferentes modos de condução mas com um comportamento saudável em médias e altas rotações. Nos regimes mais baixos, a renitência do motor é expressa em algumas batidelas incomodativas ficando bem melhor a partir das 4000 rpm, quando oferece uma aceleração mais homogénea e, sobretudo, a partir das 5000 rpm onde começa a revelar o seu verdadeiro carácter.

Cada vez mais divertido e com a faixa de utilização ideal até por volta das 8000 rpm, rondando o pico de binário máximo (68 Nm/7000 rpm) e continuando a alongar sempre de forma bastante equilibrada, mesmo para lá do regime de entrega máxima de potência. Disponibiliza os 74 cavalos às 85000 rpm, e tem capacidade de alongamento até às 10.000 rpm embora sem acrescentar muito mais em termos de performance. Claro que pode ficar mais esclarecido sobre este particular ao ler o teste mais completo publicado no site…
Para o final fica a boa notícia do bastante competivo preço de venda a público proposto pela C. Machado: 8214 €. Ou, melhor ainda, de 8918 € chaves na mão, ou seja, com toda a documentação, impostos e taxas incluídos, além da oferta de malas, ‘crash-bars’ e faróis de nevoeiros, pelo menos nas primeiras unidades. Disponíveis a partir deste mês, a Phelon & Moore Capetown 7X será acompanhada pela mais básica versão S (7995 €) e pela exclusiva edição limitada Pininfarina (13.592 €)
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