De Oliveira de Frades a Albergaria-a-Velha

Texto e fotos: Jorge Casais

Neste passeio, com início próximo de Oliveira de Frades e término já bem perto de Albergaria-a-Velha, percorri estradas secundárias onde temos a possibilidade de encontrar locais, estradas e paisagens surpreendentes. O inesperado é uma constante. Ora são cães a correr pela frente, ao lado e atrás da moto, guardando ferozmente o seu território, ou galináceos a fugir da moto como quem vê o diabo, ou até mesmo ficar à espera que uma manada de vacas e bois acabe de passar em direcção ao seu destino.

É certo que pelas estradas principais também temos contacto com estas realidades…mas de uma forma diferente. O facto de circularmos em estradas mais “apertadas” torna, pelo menos para mim, a vivência diferente e muito mais próxima.

Entre o percurso que planeei no “base camp” e o que fiz de facto houve algumas alterações. No percurso planeado estaria incluída uma volta ainda mais a sul, pois contava passar por Canas de Senhorim e Tondela, andando em algumas estradas que nem numeração nem descrição possuem, pelo menos no Google maps, que é a minha ferramenta de trabalho por eleição. Acabei por me ficar por Caparrosa onde virei a “mula” para norte, pois o GPS começou a dar-me indicações estranhas.

Vou tentar perceber ainda o que se passou, pois na passagem para o Garmin Zumo 385 sofreu alterações inesperadas que me cortaram algumas estradas.

Apesar do sucedido não dou o passeio por perdido, bem pelo contrário. Gostei de percorrer a EM 571 (entre Fornelo e Riberadio), são apenas cerca de 6 km mas com boa paisagem e curvinhas a condizer. Percorrer a estrada de Sobreiro a Campia (CM1282-1) onde a dada altura passamos sobre o Rio Alfusqueiro. São apenas 6 km mas bastante agradáveis. Depois foi óptimo ficar a conhecer a estrada EM622 onde fiz uma incursão por uma estrada muito bonita e que passa pela localidade de Joana Martins. Esta EM622 liga Fornelo do Monte a Gândara mas eu apenas a apanhei, porque assim estava planeado desta vez, a seguir a uma localidade que dá pelo nome de Covas, percorrendo-a depois até ao seu final.

Arrisquei nas condições meteorológicas e correu bem, pois apenas apanhei chuva, apesar de diluviana, já quase a chegar a casa. Mas também verdade seja dita como faço questão de andar sempre bem equipado (Macna para casaco, calças, luvas e botas da Forma), mesmo que apanhasse esse dilúvio algumas horas antes não seria isso que me faria voltar para casa. Temos que ser duros…

Resta dizer que a minha companheira foi a Yamaha T700, que se revela sempre uma boa estradista, e que no final ainda deu tempo para ir cumprimentar o meu amigo João Pedro Carvalho na Motocar.

Moto – Yamaha T700

Percorridos 400 km – Percurso seleccionado – 163 km

Horas efectivas de condução – 06h02m

Total de horas em passeio – 07h08m Altitude máxima – 916 m

Vídeos

Wikilok

https://pt.wikiloc.com/trilhas-motociclismo/07-11-2020-passeio-a-aldeias-do-xisto-e-do-acor-66425375

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