Passeio pelas N110, N365, N116, N248, N374

Texto e Fotos: Jorge Casais

Mais um dia a deambular por Estradas Nacionais, mas desta vez mais para sul. Percorri mais 5 estradas nacionais e acrescentei as mesmas à lista de estradas Nacionais já percorridas…que já começa a ser extensa.

N110 De Penacova ao Entroncamento passando por Penela, Tomar e Santa Cita (123 Km).

Em Penela, uma ida ao Castelo é “obrigatória”. Bem conservado e com uma bela vista sobranceira à Vila. Saliente-se o facto também de ser um dos municípios mais antigos do país, recebendo o seu foral em julho de 1137, por ordem de D. Afonso Henriques.

Um outro ponto de passagem, também ele repleto de história, é a cidade de Tomar sendo também conhecida por associarmos a mesma aos Templários. Desta vez quase não parei, foi apenas ponto de passagem, mas recomendo vivamente uma visita ao Convento de Cristo, à Igreja de Santa Maria dos Olivais e à Igreja de São João Batista.

Eu tinha dito quase não parei. É que ir a Tomar e não parar, para retemperar forças na pastelaria Estrelas De Tomar, é crime de Lesa-Majestade. Os seus doces conventuais são abençoados certamente. A não perder mesmo.

N365 Do Entroncamento a Olhalvo passando pela Ota, Aveiras de Cima, Almoster, Santarém, Ribeira de Santarém, Alcanhões, Vale de Figueira, Azinhaga e Golegã (117 km).

Uma passagem pela Entroncamento leva-nos até ao museu ferroviário. Não foi o meu caso neste dia pois já o visitei, mas recomendo a visita. São vários os exemplares de locomotivas a vapor, Diesel e eléctricas. Umas melhor restauradas ou conservadas que outras, mas no computo geral seguramente que ficamos com uma ideia do parque de locomotivas, carruagens e vagões que outrora circulavam em Portugal.

Já agora uma curiosidade relativa ao nome dado a esta cidade – Entroncamento. Tal fica a dever-se por ser neste local que duas linhas de caminho-de-ferro se “cruzavam”: a Linha do Norte (Lisboa – Porto) e a Linha da Beira Baixa (Entroncamento – Guarda).

Destaco um marco que me deixou impressionado em Pombalinho. Na foto abaixo está registada a maior cheia aqui vivida em 1979. A Altura do banco moto é sensivelmente metade da altura a que água do Tejo chegou. Ainda temos de andar na estrada bastante, desde este ponto até à margem do rio. Incrível. Não consigo imaginar a aflição nestes anos de cheias para quem aqui vivia e ainda vive.

A passagem por Santarém também é obrigatória. Cidade conquistada aos Sarracenos por D. Afonso Henriques no ano de 1147 possui um conjunto de monumentos bastante interessantes. O Estilo Gótico impera e daí também ser conhecida como a capital do Gótico.

A estrada continua a ser calminha, de uma forma geral plana, depois de passarmos algumas localidades como Alcanhões, Vale de Figueira e Azinhaga, saliento a Vila de Golegã.

Esta vila Ribatejana é bem conhecida pela Feira do Cavalo realizada anualmente no mês de novembro. Neste passeio deambulei sentado na minha égua de duas rodas pela Vila mas não cheguei a parar.

É uma vila com algumas edificações bastante interessantes, destacando a Casa-Estúdio Carlos Relvas e a Igreja de Nossa Senhora da Conceição…mas ao deambularmos vemos outras casas ou quintas também elas muito interessantes.

N116 Da Ericeira a Alverca passando por Mafra, Venda do Pinheiro e Bucelas (42 Km).

Esta estrada inicia-se numa vila turística, Ericeira, sendo a mesma conhecida mundialmente por ser um “Surf Point”. Ao andarmos nas estradas que circundam esta vila e dentro da mesma é impossível não cruzar com alguém com uma prancha debaixo do braço, ou cruzar com uma Volkswagen “Pão de Forma”.

Embora a estrada N116 se dirija para o interior, antes de entrar na mesma passei pelo interior da vila até ao outro lado da mesma. Tinha que fazer algumas fotografias!

Sobre o resto da estrada nada a assinalar…mais um visto nas estradas Nacionais de Portugal.

N248 De Vila Franca de Xira a Runa passando por Arruda dos Vinhos, Sobral de Monte Agraço e Dois Portos (31 Km).

N374 Da Carvoeira a Loures passando por Carmões, Dois Portos, Póvoa da Galega e Cabeço de Montachique (54 Km).

Não registo nada de especial nestas duas estradas. No entanto, são mais dois vistos na lista de estrada Nacionais já percorridas.

Por último a passagem por Mafra e o seu magnífico e imponente Palácio Nacional e Convento de Mafra. Embora só tenha parado para a fotografia da praxe recomendo a visita ao convento bem como à Tapada Nacional de Mafra para um passeio a pé. Com alguma sorte, como já tive quando a visitei faz já alguns anos, pode ainda contactar com veados, javalis, gamos e outros animais.

Percorridos – 846 km Percurso seleccionado – 367 km

Horas efectivas de condução – 10h31m

Total de horas em passeio – 12h47m Altitude máxima – 403 m

Moto – Yamaha Super Ténéré

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