Miguel Santiago Duarte, pesaroso em Jerez à espera de Portimão

  • Texto: Fernando Pedrinho
  • Fotos: Rodri Merino

Único português residente de uma das categorias integrantes do Mundial de Superbike, Miguel Santiago Duarte teve em Jerez de la Frontera mais um fim-de-semana complicado, em preparação para a derradeira ronda da Supersport 300, que será a prova ‘caseira’ disputada no AIA Portimão, uma vez que as ‘trezentos mundialistas’ não correram no Estoril.

Começando pelas boas notícias, Santiago conseguiu qualificar para ambas as corridas e sem ser na derradeira posição, o que dá sinal já de alguma melhoria e experiência do piloto do concelho de Mafra. Na corrida de sábado, que terminou sob bandeira vermelha após dez 10 voltas e pelas razões que se sabem, o piloto da MS Racing Yamaha foi 32º, a uma volta do vencedor, o ‘rejuvenescido’ campeão em título, Jeffrey Buis. “Só consegui fazer uma volta boa na qualificação”, disse-me no final da corrida e nitidamente marcado pelo acidente que levou Dean Berta Viñales da nossa companhia. “Fui para a corrida mentalizado que que poderia chegar longe em termos de resultado. Arranquei bem e melhorei o meu tempo em um segundo logo na primeira volta. Esperava poder rodar no 1’54” e alcançar o grupo de cinco pilotos que se formou à minha frente, mas fiquei ‘empancado’ com um piloto de uma Kawasaki [o britânico Indy Offer, da SMW Racing] que me devolvia as ultrapassagens nas retas”.

Sendo da opinião de que não devia haver corrida no Domingo [que só se realizou porque a família Viñales pediu que as corridas se realizassem em memória de Dean Berta], Duarte foi 27º e último, sem ter conseguido melhorar a sua marca pessoal de 1’58’’051. “Arranquei bem mas estava sem gana de ir rápido em cima da moto, pelo que se passou no sábado. Acho que todos os outros pilotos se sentiram assim. Tive um pequeno problema técnico, já identificado pela equipa, e faltou-me apanhar uma ‘roda’ que me permitisse baixar substancialmente o meu tempo de corrida, como mostrou a telemetria”.

Tendo rolado com uma nova moto de treinos logo a seguir à prova andaluza, Santiago Duarte vai para a derradeira corrida do campeonato “com a cabeça limpa, deixar em Jerez o que lá aconteceu, e aproveitar aquela que vai ser a minha primeira corrida ‘mundialista’ em casa para dar tudo de mim e uma grande alegria aos portugueses! Gostava de ir com o grupo da frente na corrida de casa e estou bastante confiante. Vou com tudo para Portimão!”

Em Jerez de la Frontera de BMW R1250RT

Tentando assistir às provas ao vivo levando uma moto de um dos fabricantes que alinha no Mundial de Superbike, desta vez tocou-nos em sorte uma BMW R1250RT, que a Carmen Mora, da BMW Espanha, rapidamente nos disponibilizou.

Ligando Madrid à terra do vinho de xerez pela A4, para fugir aos dilúvios pontuais que a depressão em altitude veio a causar um pouco por toda a Península Ibérica, será escusado dizer que os 630 quilómetros de distância foram percorridos com uma ‘perna às costas’, tais as aptidões da bávara para o mototurismo, com apenas uma paragem de reabastecimento e um ritmo bem despachado. Proteção, equipamento e desempenho dinâmicos estão mais refinados do que nunca nesta versão da ‘road tourer’, que exibe ainda um novo visual.

Durante o regresso, no Domingo, deu para ‘trabalhar’ o controle de velocidade de cruzeiro adaptativo e continuar a descobrir a muita informação disponível no novo painel de instrumentos ‘à lá série 7’, assim como a conetividade com a aplicação ‘Connected’, da BMW Motorrad. Conforto em alta, motor melhor do que nunca, dinâmica com ajuste eletrónico e autonomia para parar apenas uma vez num trajeto despachado rapidamente pela autoestradas da prata e do sudoeste. Claramente, a melhor RT de sempre!

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