Luis Cardoso e Costa Paulo. Os nossos heróis no Autódromo do Estoril !

Não sei se fomos neste Vauxhall do Carlos Almeida, mas podia ter sido!
  • Texto e fotos: Alberto Pires

Já não me recordo com quem nem em que carro é que fomos para o Autódromo do Estoril, para a primeira prova de 1983. Partimos seguramente cedo de Vila Real, para uma estirada que nunca demorava menos de nove horas, apertados e a fumar lá dentro. Claro que valeu a pena, para ver os nosso heróis no Autódromo!

Como a prova foi em Março – eventualmente Abril – chegámos já de noite. A melhor solução para descansar foi montar a tenda dentro de uma boxe. Também já não sei quem lá ficou! Garantidamente acordei bem cedo com os motores a trabalhar, pois não havia nessa altura restrições a esse respeito.

Os regulamentos tinham mudado esse ano, passando a classe de 50 cc para 80 cc, aumentando os desequilíbrios numa pista com curvas rápidas e retas gigantescas. Pelo menos era assim que me parecia! A parabólica era mais aberta que atualmente e a curva no final da reta da meta fazia-se em quarta a fundo! Os rails estavam a dois metros do asfalto, cobertos por fardos de palha para alguma proteção e descanso dos mais receosos, não faltando razões para isso.

O Luis Cardoso, desta vez, cumpriu a prova sem as habituais peripécias. Nem uma gripadela, uma ida em frente ou um exagero que o levasse pelo chão fora, nada. Também não se entreteve com ninguém pois as retas tratavam de criar fossos intransponíveis, tendo terminado em oitavo.

Desafio aos valores instituídos

Já o Costa Paulo foi mais longe, e deixo-vos com as suas palavras. “Depois de ter sido Campeão Nacional de juniores em 1982, encarava a época de 1983 como uma prova dos noves, em que iria tirar as dúvidas se a minha pilotagem chegaria para bater os melhores dos seniores, já que tínhamos bons pilotos na altura, participando inclusivamente em provas internacionais, como o Sande e Silva e o José Pereira. Isto sem esquecer outros como o Rui Vieira, o Manuel Duarte ou o Tozé Monteiro.

Assim sendo, arranjámos outra moto, por ter passado a cilindrada de 50cc pra 80cc, e claro, disputei a primeira prova com um motor Kreidler equipada com um cilindro Hummel. Curiosamente, apesar de ter 80cc praticamente andava o mesmo que o Kreidler com 50cc !!! Nos treinos acho que fiz o terceiro tempo atrás do José Pereira e do Sande e Silva. Na prova fiquei em segundo, depois de ter andado algumas voltas picado com o Tó-Zé Monteiro. Só que começou a chover e aí o Tó-Zé ficou a ver-me desaparecer, justificando o facto por ter tido problemas no escape.

Ganhou o José Pereira com uma moto que não se percebia como é que andava tanto, já que eu fiquei em segundo e ele deu uma volta de avanço a toda a gente! Em terceiro ficou o Manuel Duarte e em quarto o Tó-Zé Monteiro.

Castigo que ‘roubou’ uma carreira

Depois desta prova, e em consequência dos atritos com o meu pai, ele retirou-me a moto e só voltei a correr em 87, para fazer o Troféu Lubritex e o campeonato de 125cm3… Foram cinco anos à espera de poder voltar a correr! “

Reconheço que só consigo identificar, e por ordem crescente, o Tó-Zé Monteiro (nº1), Zé Pereira (nº 4), José Pinto (nº 5) Costa Paulo (nº 11), António Ferreira (nº14), Manuel Duarte (nº 17), Luis Cardoso (nº 18) e a Vera Calado (nº 62). Tentem identificar os restantes !

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