Loris Baz de regresso, mas não para ficar

  • Texto: Fernando Pedrinho
  • Fotos: WorldSBK, Fernando Pedrinho

O francês Loris Baz regressou ao ‘paddock’ do Mundial de Superbike, depois de a Ten Kate Yamaha não ter renovado o contrato para 2021. Baz aproveitou para mudar-se para o MotoAmerica, o campeonato norte-americano promovido por Wayne Rainey, assinando pela Ducati Nova Iorque.

Com um ano de aprendizagem algo atribulado e algumas Panigale V4R destruídas, o natural de Sallanches acabou por regressar mais cedo à Europa quando recebeu uma chamada de Dennis Sachetti, o diretor da GoEleven.

“Estou muito contente pela oportunidade e pelo fato de ser uma pista que não tenho de aprender, o que não foi o caso este ano. É uma boa oportunidade de acabar o ano da melhor forma, a pilotar uma moto de topo e, sobretudo, divertir-me”.

Para além dos pneus Pirelli utilizados nas Superbike serem bastante diferentes dos Dunlop do MotoAmerica, interessava saber as diferenças entre a Panigale V4R da GoEleven e a do concessionário nova-iorquino da marca italiana. “O caráter de ambas as motos é muito idêntico, mas a da GoEleven tem as últimas evoluções e um equilíbrio diferente. É claro que qualquer moto liga-se ao asfalto pelos pneus e é aí que reside a maior diferença. O que fiz todo o ano com os Dunlop, pois sei o que é necessário para andar rápido, tenho de fazer aqui mas em modo acelerado, pois o cérebro precisa de uma calibração, na velocidade de entrada em curva, ou no ângulo máximo de inclinação. Essencialmente tenho de aproveitar melhor a aderência dos Pirelli, que é enorme no início e depois decaem, mas isso não está a suceder comigo porque não estou a aproveitar essa característica inicial [das borrachas italianas].

Vem de vez ou continua pelos ‘States’?

“Eu sempre disse que tenho lugar nesta grelha e que posso fazer bons resultados se tiver uma boa moto. Gostava de voltar mas não há muitas motos competitivas disponíveis para lutar pelos lugares da frente, para além de não ter ganho o título no MotoAmerica. Eu sei que a Ducati quer mais do que aquilo que alcançámos nos Estados Unidos este ano, mas com uma certeza de 90%, o meu futuro passa por continuar a correr nos EUA na mesma equipa. Vamos poder testar na pré-temporada, algo que não aconteceu este ano, pois apenas consegui testar durante dois dias”.

Um ambiente algo diferente do Mundial de SBK, daquela que é a realidade no MotoAmerica. “Sim, na maior parte das pistas nem engrenamos sexta velocidade, e nalgumas nem metes a quinta. É uma maneira diferente de pilotar uma moto, mas gostei de o fazer. Só não apreciei tanto ficar tão distante dos líderes nalgumas ocasiões. Aqui é diferente e vês que a Panigale V4R foi feita para funcionar com este pneus da Pirelli, o que não o caso nos EUA. Repara que gostei tanto de andar nesta moto da GoEleven e com estes pneus que não mudei nada na afinação da moto”.

Por isso, é ver o estilo de Loris Baz, na moto que tem o som mais estrondoso de toda a grelha de Superbike, em Jerez de la Frontera e depois em Portimão.

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