A mobilidade elétrica e as motos

Por: Joaquim Cidade

Apesar de existirem outras alternativas aos motores de combustão interna, o futuro próximo da mobilidade é elétrico.

Acredito nesta realidade há muito tempo, e no já longínquo ano de 2010, na altura na Milfa, fizemos a primeira experiência comercial com as motos elétricas trazendo a marca E-max para Portugal.

Fizemos os investimentos e a promoção corretos (fomos até ajudados pelos Gatos fedorentos que, numa campanha da MEO, usavam 4 scooters E-Max, deslocando-se dentro de uns escritórios com elas), tínhamos o preço correto e a rede de distribuição adequada, o produto era interessante e fiável, mas as vendas foram dececionantes.

A conclusão a que cheguei na altura foi que, ter razão antes do tempo é ainda pior que não ter razão…

Passados 10 anos a mobilidade elétrica, principalmente na indústria automóvel, é uma realidade incontornável. Mais de 50% dos automóveis que vão ser vendidos em 2021 vão estar equipados com motorizações híbridas ou elétricas.

As razões para o sucesso dos automóveis híbridos/elétricos são várias: desenvolvimentos tecnológicos evidentes nos últimos anos que permitiram melhorar muito as prestações e baixar os preços, incentivos fiscais que incluem a dedução do IVA e reduções nas taxas das contribuições autónomas para as empresas, uma cada vez maior consciência ecológica dos automobilistas relativamente às emissões de CO2 pelos motores de combustão interna (em especial os motores a diesel), baixo custo por km e também manutenções mais baratas.

A dúvida que se coloca hoje é se estes princípios, que nos conduziram a esta evidência e transformaram o comércio automóvel, se podem aplicar também aos motociclistas e ao comércio do nosso setor, dando início a uma migração das scooters e motos a gasolina para as suas congéneres elétricas.

Na minha opinião não. Tecnicamente as motos/scooters ainda não atingiram os níveis da indústria automóvel (ainda não há modelos híbridos) e os preços ainda são demasiado altos, os incentivos fiscais acabam por ser irrelevantes, a nossa consciência ecológica já a temos “satisfeita” com o facto de as motos poluírem muito menos que os automóveis, quer devido ao seu baixo consumo quer pelo facto de não ficarmos nas filas parados a “poluir” ao gastar combustível, e como os consumos são baixos a redução do preço por km e da manutenção tem um impacto muito menor que nos automóveis. As reduzidas vendas de motos/scooters em Portugal e na Europa confirmam isso mesmo.

Quero com isto dizer que julgo que as motos/scooters elétricas não têm futuro? Claro que não, o avanço destas novas tecnologias é inevitável.

O que acho é que não serão, pelo menos para já, os atuais motociclistas que as irão comprar em massa, mas há outros potenciais clientes que irão fazer crescer este mercado. As frotas das empresas de distribuição urbana, principalmente devido ao facto de querem estar associadas a uma imagem mais amiga do ambiente podem iniciar esta transformação, que será secundada por uma nova geração de utilizadores, que chegam ao mercado das 2 rodas para mobilidade urbana com uma formatação e uma consciência mais ecológica.

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